Skip to main navigation menu Skip to main content Skip to site footer

Special Issue: Judicial Regulation of Politics: Far Beyond Constitutional Review

Vol. 13 (2026): Revista de Estudos Empíricos em Direito

Capacidades institucionais da Defensoria Pública de São Paulo para participação na regulação judicial de políticas públicas

DOI
https://doi.org/10.19092/reed.v13.1025
Submitted
July 31, 2025
Published
2026-09-05

Abstract

The Public Defender’s Office has gained a prominent position within the organization of the justice system and the public policies for access to justice established in Brazil by the 1988 Constitution. It was designed as a permanent institution, essential to the jurisdictional function of the State, with the responsibilities of providing legal assistance, promoting human rights, and defending - at all levels, both judicial and administrative - the individual and collective rights of individuals and social groups in situations of vulnerability, as a full and free legal aid. Based on a case study of the vaccination policy for the prison population in the state of São Paulo during the Covid-19 pandemic, this paper identifies and characterizes dimensions of technical and political institutional capacities mobilized by the Specialized Center for the Incarceration Situation  of the Public Defender’s Office in its participation in the judicial regulation of this public policy. The methodological approach is qualitative, drawing on data from documentary sources and semi-structured interviews with public defenders who coordinate the center, as well as a professional from its multidisciplinary support team. As results, the article identifies technical capacities such as available resources, internal coordination, and the monitoring and evaluation of actions. In turn, political capacities are associated with interaction with civil society, the relationship with the High Administration of the São Paulo Public Defender’s Office, and the advocacy directed at institutions responsible for the contested public policy. We argue that a combination of these dimensions of capacity is necessary for the performance of the Public Defender’s Office in order to enhance the quality and impact of its actions. We also highlight some challenges for the improvement of its institutional policies.

 

References

  1. Arantes, R. B., & Moreira, T. de M. (2019). Democracia, instituições de controle e justiça sob a ótica do pluralismo estatal. Opinião Pública, 25(1), 97-135. https://doi.org/10.1590/1807-0191201925197
  2. Buta, B. O., Teixeira, M. A. C., & Fernandes, A. S. A. (2022). Quando a autonomia é necessária para o desempenho: defensoria pública do Brasil. Revista de Administração Pública, 56(4), 488-507. https://doi.org/10.1590/0034-761220220047
  3. Carvalho, J. M. (2001). Cidadania no Brasil: um longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
  4. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. (1988). Brasília: Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
  5. Cunha, L. G., & Feferbaum, M. (2014). Repensando o papel da Defensoria Pública: uma nova estratégia para o aprimoramento da cidadania. In A. I. Ré, & G. A. S. dos Reis (Orgs.), Temas aprofundados - Defensoria Pública (pp. 17-21). Volume 2. Salvador: Editora JusPODIVM.
  6. Cunha, L. G., Lemes, M. B., & Ferraro, L. P. (2022). O desenho de Defensoria Pública no Brasil: disputas institucionais, atuação em políticas públicas e desafios no contexto da pandemia de Covid-19. Suprema: Revista de Estudos Constitucionais, 2(2), 233‑275. https://suprema.stf.jus.br/index.php/suprema/article/view/170
  7. Gomide, A., Pereira, A. K., & Machado, R. (2018). Burocracia e capacidade estatal na pesquisa brasileira. In R. Pires, G. Lotta, & V. E. de Oliveira (Orgs.), Burocracia e políticas públicas no Brasil: interseções analíticas (pp. 85-104). Brasília: IPEA/ENAP. https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/180705_livro_burocracia_e_politicas_publicas_no_brasil.pdf
  8. Haber, C. D. (2024). O papel da produção de dados na atuação da Defensoria Pública na tutela coletiva. In Revista Temática: Tutela Coletiva (pp. 77-95). Rio de Janeiro: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Centro de Estudos Jurídicos.
  9. Lauris, E. (2013). Acesso para quem precisa, justiça para quem luta, direito para quem conhece: dinâmicas de colonialidade e narra(alterna-)tivas do acesso à justiça no Brasil e em Portugal [Tese de Doutorado, Programa de Pós-graduação em Pós-Colonialismo e Cidadania Global, Universidade de Coimbra].
  10. Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994. (1994, 12 de janeiro). Organiza a Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios e prescreve normas gerais para sua organização nos Estados, e dá outras providências. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp80.htm
  11. Lei Complementar nº 988, de 9 de janeiro de 2006. (2006, 9 de janeiro). Organiza a Defensoria Pública do Estado e institui o regime jurídico da carreira de Defensor Público do Estado. São Paulo: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei.complementar/2006/lei.complementar-988-09.01.2006.html
  12. Lei Complementar nº 132, de 7 de outubro de 2009. (2009, 7 de outubro). Altera dispositivos da Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994, que organiza a Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios e prescreve normas gerais para sua organização nos Estados, e da Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950, e dá outras providências. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp132.htm
  13. Lemes, M. B., & Cunha, L. G. (2022). O modelo de ouvidoria externa da Defensoria Pública e os desafios do acesso à justiça. Revista Direito Público, 19(102), 319-342. https://doi.org/10.11117/rdp.v19i102.6343
  14. Lotta, G. S. et al. (2021). O impacto da pandemia de Covid-19 na atuação da burocracia de nível de rua no Brasil. Revista Brasileira de Ciência Política, 35, e243776. https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/KrdfpSLymvsqWZkJhC6MPXp/?lang=pt
  15. Madeira, L. M. (2014). Institutionalisation, reform and independence of the Public Defenders’s Office in Brazil. Brazilian Political Science Review, 8(2), 48-69. https://doi.org/10.1590/1981-38212014000100011
  16. Ministério da Saúde. (2021). Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (11ª ed.). Brasília: Ministério da Saúde. https://coronavirus.es.gov.br/Media/Coronavirus/Vacinacao/Plano%20Nacional%20de%20Operacionaliza%C3%A7%C3%A3o%20da%20Vacina%C3%A7%C3%A3o%20contra%20a%20Covid-19%20-%20PNO%20-%2011%C2%AA%20Edi%C3%A7%C3%A3o.pdf
  17. Moreira, T. de M. Q. (2019). Defensoria Pública e judicialização: expectativas e desenvolvimento histórico. In. V. E. de OLIVEIRA (Org.), Judicialização de políticas públicas no Brasil (pp. 123-149). Rio de Janeiro: Editora Fiocruz.
  18. Núcleo de Estudos da Burocracia da Fundação Getulio Vargas. (2020a). A pandemia de Covid-19 e os(as) profissionais das Defensorias Públicas. Nota Técnica. 1ª fase. https://neburocracia.files.wordpress.com/2020/08/rel06-defensoria-covid-19-v4-1.pdf
  19. Núcleo de Estudos da Burocracia da Fundação Getulio Vargas. (2020b). A pandemia de Covid-19 e os(as) profissionais das Defensorias Públicas. Nota Técnica. 2ª fase. https://neburocracia.files.wordpress.com/2020/11/relatorio-profissionais-da-defensoria-2-rodada-7.pdf
  20. Oliveira, V. E., Lotta, G., & Vasconcelos, N. P. (2020). Ministério Público, autonomia funcional e discricionariedade: ampla atuação em políticas públicas, baixa accountability. Revista de Estudos Empíricos em Direito, 7(1), 181-195. https://reedrevista.org/reed/article/view/425
  21. Pires, R. R. C., & Gomide, A. A. (2016). Governança e capacidades estatais: uma análise comparativa de programas federais. Revista de Sociologia e Política, 24(58), 121-143. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782016000200121
  22. Somers, M. R. (2008). Genealogies of citizenship knowledge, markets, and the right to have right. Cambridge: Cambridge University Press.
  23. Souza, C. C. R. (2020). O papel dos defensores públicos na consolidação dos direitos coletivos em São Paulo (Brasil). Revista Temas Sociológicos, 26, 227-255.
  24. Souza, C., & Fontanelli, F. (2020). Capacidade estatal e burocrática: sobre conceitos, dimensões e medidas. In. J. Mello et al. (Orgs.), Implementação de políticas e atuação de gestores públicos: experiências recentes das políticas de redução das desigualdades (pp. 45-69). Brasília: IPEA. https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/200403_implementacao_politica_web.pdf
  25. Supremo Tribunal Federal. (2023). Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347. https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/pena-justa/decisao-stf-adpf.pdf
  26. Vasconcelos, N. P., Machado, M. R., & Wang, D. W. L. (2020). Covid-19 nas prisões: um estudo das decisões em habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Revista de Administração Pública, 54(5), 1472-1485. https://doi.org/10.1590/0034-761220200536
  27. Vilaça, L. (2017). De práticas a capacidades: a atuação de procuradores do Ministério Público Federal no caso de Belo Monte. Sociedade e Cultura, 20(1), 61-82. https://www.revistas.ufg.br/fcs/article/view/50855/24869

Downloads

Download data is not yet available.